Retração gengival: causas, consequências e tratamento

A retração gengival é um problema bucal mais comum do que muitas pessoas imaginam. Ela acontece quando a gengiva diminui ou se desloca, deixando partes da raiz do dente expostas. Esse processo pode ocorrer lentamente e, em muitos casos, passar despercebido no início.


Neste artigo, você vai entender por que a gengiva retrai, quais são os principais sintomas, como funciona o tratamento e o que fazer para evitar a progressão do problema. Confira!


O que é retração gengival?

A retração gengival, também chamada de recessão gengival, ocorre quando a gengiva se afasta da superfície do dente, expondo a raiz dentária.


Em uma boca saudável, a gengiva protege as estruturas mais sensíveis do dente e ajuda a manter sua sustentação. Quando esse tecido diminui, a raiz fica mais vulnerável a agressões externas, bactérias e alterações de temperatura.


Como a gengiva protege os dentes

A gengiva faz parte do periodonto, conjunto de tecidos responsáveis por sustentar e proteger os dentes. Sua função é revestir a região próxima à raiz, criando uma barreira natural contra bactérias, impactos e agentes químicos.


Além da proteção, a gengiva também contribui para a estabilidade dos dentes e para a harmonia estética do sorriso.


O que acontece quando a gengiva retrai

Quando ocorre a retração gengival, a raiz do dente passa a ficar exposta. Como essa região não possui a proteção do esmalte dentário, ela é mais sensível e suscetível a desgastes, cáries e dores.


Muitas pessoas percebem que os dentes parecem mais longos, sentem desconforto ao consumir alimentos gelados ou notam sensibilidade durante a escovação.


Retração gengival é a mesma coisa que doença periodontal?

Não. A retração gengival não é exatamente uma doença, mas um sinal de que algo não está bem na saúde bucal.


Ela pode ser causada por diversos fatores, incluindo: 


Em muitos casos, a retração é consequência da periodontite, uma inflamação que afeta os tecidos de sustentação dos dentes e pode levar à perda óssea.


Quais são as principais causas da retração gengival?

A retração gengival é considerada multifatorial. Isso significa que diferentes fatores podem contribuir para o problema ao mesmo tempo.


Escovação com força excessiva

Uma das causas mais frequentes é a escovação agressiva. Aplicar muita força durante a higiene bucal ou utilizar escovas com cerdas duras pode machucar a gengiva continuamente.


Com o tempo, esse trauma repetitivo favorece o desgaste do tecido gengival e a exposição da raiz dentária.


Gengivite e periodontite

O acúmulo de placa bacteriana e tártaro pode provocar inflamações gengivais. Quando não tratada, a gengivite pode evoluir para periodontite.


Nesse estágio, além da gengiva, o osso que sustenta os dentes também é afetado. Isso aumenta significativamente o risco de retração gengival e perda dentária.


Bruxismo e apertamento dental

O hábito de ranger ou apertar os dentes gera uma sobrecarga nas estruturas de sustentação dentária. Essa pressão excessiva pode favorecer retrações gengivais, desgastes dentários e sensibilidade.


Traumas na gengiva

Cortes, pancadas, mordidas em objetos rígidos e até o uso inadequado do fio dental podem provocar lesões gengivais. Dependendo da intensidade e frequência desses traumas, a gengiva pode cicatrizar retraída.


Má posição dos dentes e problemas de mordida

Dentes desalinhados ou uma mordida inadequada podem concentrar forças excessivas em determinadas regiões da boca. Isso aumenta a chance de retração gengival, especialmente em pessoas com gengiva mais fina.


Uso de aparelho ortodôntico e próteses mal adaptadas

Tratamentos ortodônticos mal planejados ou próteses desajustadas também podem contribuir para agressões na gengiva. Além disso, aparelhos podem dificultar a higiene bucal, favorecendo o acúmulo de placa bacteriana.


Predisposição genética e envelhecimento

Algumas pessoas possuem naturalmente uma gengiva mais fina e delicada, tornando-se mais propensas à retração. O envelhecimento também pode favorecer alterações gengivais ao longo do tempo.


Quais são os sintomas da retração gengival?

Os sintomas podem variar conforme a gravidade do problema e sua causa:


  • Sensibilidade dentária ao consumir alimentos frios, quentes, doces ou ácidos
  • Dentes com aparência mais longa do que o normal
  • Sangramento gengival durante a escovação ou uso do fio dental
  • Mau hálito persistente
  • Sensação de dentes amolecidos ou com mobilidade
  • Desconforto ao escovar os dentes


Retração gengival pode causar perda dentária?

Sim, a retração gengival pode levar à perda dentária quando está associada à doença periodontal. A gengiva e o osso alveolar são fundamentais para manter os dentes estáveis. Quando há perda desses tecidos, a sustentação dentária fica comprometida.


A raiz dentária é mais vulnerável do que a coroa do dente. Quando fica exposta, aumenta o risco de desenvolver cáries radiculares e erosões. Se houver perda significativa de osso e gengiva, o dente pode começar a ficar frouxo e, em situações extremas, ser perdido.


Como é feito o diagnóstico da retração gengival?

O diagnóstico deve ser realizado por um cirurgião-dentista, preferencialmente um periodontista. O profissional avalia a posição da gengiva, a presença de inflamação, sensibilidade e possíveis fatores causadores.


Radiografias e sondagens periodontais ajudam a identificar perda óssea, bolsas gengivais e a extensão do problema. Quanto antes a retração gengival for identificada, maiores são as chances de controlar sua progressão e evitar complicações.


Como tratar a retração gengival?

O tratamento depende da causa e da gravidade da retração. Muitas vezes, ajustar a forma de escovar os dentes já ajuda a interromper o avanço do problema. O ideal é utilizar escovas macias e movimentos suaves.


Quando há placa bacteriana e tártaro acumulados, pode ser necessária uma limpeza profunda, chamada raspagem e alisamento radicular. Nos casos de periodontite, o tratamento periodontal é essencial para controlar a inflamação.


Pacientes com bruxismo podem precisar utilizar placas de mordida para reduzir a sobrecarga nos dentes e gengivas. 


Quando há perda importante de tecido gengival, pode ser indicado o enxerto gengival. O procedimento utiliza tecido retirado do próprio paciente ou materiais específicos para recobrir a raiz exposta.


A cirurgia costuma ser recomendada em casos de retração avançada, sensibilidade intensa, comprometimento estético ou risco de progressão.


A retração gengival pode ser revertida?

Depende da gravidade e da causa do problema. Nos estágios iniciais, é possível estabilizar a retração e evitar sua evolução com mudanças de hábitos e tratamento adequado.


Em retrações mais severas, o enxerto gengival pode devolver parte da proteção e melhorar a estética do sorriso.


Sem tratamento, a retração gengival tende a evoluir. Isso aumenta o risco de sensibilidade, cáries radiculares, periodontite e perda dentária.


Como prevenir a retração gengival?

A prevenção é o melhor caminho para manter a saúde gengival:


  • a escovação deve ser feita com movimentos suaves, sem excesso de força; 
  • o fio dental ajuda a remover resíduos e placa bacteriana entre os dentes. 
  • as consultas periódicas permitem identificar sinais iniciais de retração gengival.


Quando procurar um dentista?

Ao perceber sensibilidade frequente, sangramento gengival, dentes aparentando estar mais longos ou qualquer alteração na gengiva, é importante procurar avaliação odontológica.


Além de melhorar a estética do sorriso, tratar a retração gengival é fundamental para preservar a saúde bucal, a mastigação e a qualidade de vida.


A Oral Sin tem mais de 20 anos de experiência em tratamentos odontológicos avançados. Estamos presentes em todos os estados e realizamos 2 milhões de atendimentos por ano com técnicas como:



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